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CONHEÇA

BUDISMO

Publicado por Éter em 11 de Maio de 2020

O budismo representa a auto suficiência espiritual, uma técnica de comportamento onde seus seguidores aprendem a desapegar-se de tudo o que é transitório. 

O termo “Buda” é um título, não um nome próprio. Significa “aquele que sabe”, ou “aquele que despertou”, e se aplica a alguém que atingiu um superior um nível de entendimento e a plenitude da condição humana. A cabeça raspada traz um sinal de humildade e os trajes alaranjados de despretensiosidade. 

Em 563, nascia na Índia Siddhartha Gautama - Buda. Ele era de família aristocrata, mas se viu chocado com a realidade em que seu país vivia, como a miséria e fome. A partir disso, a perplexidade de Gautama sobre o mundo foi evoluindo aos poucos, buscando explicações para o enigma da vida, e entendendo os bens e os males que existem no mundo.

Ele passou a meditar sobre a sombra de uma sagrada figueira para esclarecer suas dúvidas, e foi durante esse tempo que ocorreu o despertar espiritual que ele tanto procurava. Sua confusão se desfez.  

E assim, iluminado por um novo entendimento sobre a vida, rumou para a cidade de Benares para transmitir aos outros sua nova percepção de mundo, e definiu os caminhos a seguir para chegar à sabedoria da moderação e igualdade. 

Pregando sua doutrina por 45 anos em todas as regiões da Índia, resumiu seu pensamento em apenas uma frase “Tudo o que somos é resultado do que pensamos”.

Budismo
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Após sua morte, um concílio foi realizado para definir os preceitos budistas, incluindo sua imagem como referência, assim como as Quatro Nobres Verdades e as Oito Trilhas.

As Quatro Nobres Verdades foram os ensinamentos mais valiosos do Buda em todo a sua doutrina. Sendo elas:

A Primeira Nobre Verdade: É a verdade do sofrimento. O Buda viu com clareza algo que os seres humanos comuns percebem em algum momento da vida: o de que não é possível ao ser humano conquistar plena satisfação durante sua existência. O sofrimento é descrito de muitas formas diferentes nos sutras budistas, pode ser usado também para “situações”. 

Os dois sofri­men­tos: Os “dois sofri­men­tos” são o inter­no e o exter­no, sendo esta a classificação mais elementar encon­tra­da nos ­sutras budis­tas. Essa é a manei­ra mais bási­ca de com­preen­der o sofrimento. Sofrimentos inter­nos são aque­les que geral­men­te con­si­de­ra­mos parte de nós, como dor físi­ca, ansie­da­de, medo, ciúme, sus­pei­ta, raiva etc. Sofrimentos exter­nos são aque­les que pare­cem vir de fora, incluin­do vento, chuva, frio, calor, seca, ani­mais selvagens, catás­tro­fes natu­rais, guer­ras, cri­mes e assim por dian­te. Não é possí­vel evi­tar nenhum dos dois tipos.

  

Os três sofri­men­tos: Esta é uma clas­si­fi­ca­ção basea­da mais na qua­li­da­de do sofri­men­to do que em sua ori­gem ou tipo. O pri­mei­ro dos três sofri­men­tos é o ine­ren­te, aquele a que esta­mos sujeitos pelo sim­ples fato de estar­mos vivos. O segun­do é o sofri­men­to laten­te, aque­le que está presente mesmo nos momen­tos mais feli­zes: coi­sas se que­bram, pes­soas morrem, tudo enve­lhe­ce e se dete­rio­ra, até os melho­res momen­tos che­gam ao fim. O tercei­ro sofrimento é o ativo, causa­do por estar­mos pre­sos em um mundo de ilu­são constantemente mutável. No mundo da ilu­são, temos pouco ou ­nenhum con­tro­le sobre nossa vida. Sentimos ansieda­de, medo e impo­tên­cia à medi­da que vemos tudo se transforman­do de um dia para o outro.

  

Os oito sofri­men­tos: Os oitos sofri­men­tos des­cre­vem de modo mais deta­lha­do o sofri­men­to, a que estão sujei­tos todos os seres sen­cien­tes, e são clas­si­fi­ca­dos com base naqui­lo que os defi­ne. São eles:

  • Nascimento: Após ­vários meses de peri­go den­tro do ven­tre da mãe, final­men­te, sentimos a dor e o medo do nas­ci­men­to. Depois disso, tudo pode acon­te­cer. Somos como prisioneiros do corpo e do mundo onde nas­ce­mos.                                                                                                             

  • Envelhecimento: Se formos o suficientemente, afortunados para não sermos mortos na juven­tu­de, tere­mos de enfren­tar o pro­ces­so de envelhecimen­to, ­sofrer a dete­rio­ra­ção do corpo e da mente enquanto assistimos o desa­pa­re­ci­men­to de nos­sos ami­gos, um por um.                                                                                                                                                            

  • Doença: A saúde é um pra­zer por ser tão con­tras­tan­te com a doen­ça. Todos, em algum momen­to, ­sofrem a dor e a humilhação da doença.                                                                                    

  • Morte: Mesmo que a vida seja con­si­de­ra­da per­fei­ta,a morte é ine­vi­tá­vel.A morte, quando não é repen­ti­na e ater­ra­do­ra, é geral­men­te lenta e dolo­ro­sa. Somos como folhas ao vento. Ninguém sabe o dia de ama­nhã.                                                                                                                         

  • Perda de um amor: Às vezes, per­de­mos ­alguém que ama­mos; ­outras vezes, nosso amor não é retri­buí­do. Não exis­te quem não sofra por não poder estar sem­pre com aquele que ama.                                                                                                                                                                      

  • Ser odia­do: Ninguém quer ini­mi­gos; entre­tan­to, é difí­cil evitá-los neste mundo.                                   

  • Desejo não rea­li­za­do: Nossos anseios e dese­jos deter­mi­nam em gran­de medi­da quem somos. Limitam nossa capa­ci­da­de de enten­der o Darma, além de nos causar infin­dá­veis pro­ble­mas. E, o que é pior, a maio­ria deles – jamais chega a ser satisfeita, causan­do-nos duas vezes mais pro­ble­mas?                                                                                                                   

  • Os Cinco Skandhas: Estes são: forma, sen­sa­ção, per­cep­ção, ati­vi­da­de e consciência. Eles cons­ti­tuem os “tijo­los” da exis­tên­cia cons­cien­te e o meio para a manifesta­ção do sofri­men­to. Os Cinco Skandhas são como uma fonte ilimi­ta­da de combus­tí­vel a gerar dor e sofri­men­to, vida após vida.

 

A Segunda Nobre Verdade: A Segunda Nobre Verdade é a ver­da­de da ori­gem do sofri­men­to, que está na cobiça, na raiva e na igno­rân­cia. Os seres sen­cien­tes acor­ren­tam-se ao penoso e ilusivo mundo dos fenômenos, por causa de seu forte apego a essas fon­tes de ilusão, tam­bém conheci­das como os Três Venenos.

  

A Terceira Nobre Verdade: A Terceira Nobre Verdade é a ver­da­de da ces­sa­ção do sofri­men­to. “Cessação do sofrimen­to” é o mesmo que nir­va­na, um esta­do que não pode ser des­cri­to por meio de pala­vras. É algo que está além de cobi­ça, raiva, ignorân­cia e sofri­men­to; além da dualidade e das dis­tin­ções entre certo e errado, você e os ­outros, bem e mal, vida e morte.

  

A Quarta Nobre Verdade: A Quarta Nobre Verdade é a ver­da­de do cami­nho que leva à ces­sa­ção do sofrimen­to, aque­le que nos mos­tra como supe­rar as cau­sas do sofri­men­to. É o cami­nho rumo ao nirvana. 

OS DIFERENTES BUDAS

BUDA GORDO

O Buda gordo representa a fortuna interior e a prosperidade para o bem. Essa é a imagem mais vendida e conhecida do Buda, mas acaba sofrendo muitas críticas por alguns budistas, pois dizem que Sidarta Gautama não era gordo. 

BUDA ESQUELÉTICO

Essa imagem nasceu no Paquistão devido ao trecho de algumas histórias da vida de Sidarta Gautama, quando resolveu se juntar a um grupo de Brâmanes dedicados a uma severa vida ascética. Eles se auto-mortificavam e ficavam muito tempo sem comer. 

Dizem alguns contos que Sidarta Gautama chegou a comer um só grão de arroz por dia e por isso ficou esquelético. Claro que o Budismo não concorda com tais práticas, pois Sidarta depois de se iluminar disse que elas não levam a iluminação. 

 

BUDA AZUL

O Buda da cor Azul é de origem Tibetana e significa o Buda da Medicina, seu nome é Bhaishajyaguru. A cor azul representa a estabilidade e a simultaneidade. Quando o Buda fica desta cor ele apresenta o antídoto para cada doença. Ele tira a causa e os efeitos de cada doença. Sua posição de Lótus é para indicar sua vontade de vencer todas a sombras humanas, e estar de vestes monádicas é o compromisso de libertar todos os seres de seus martírios. O pote que ele está segurando contém o néctar do Dharma, o remédio mais profundo que vem por meio dos conhecimentos dos próprios defeitos.

 

BUDA VERMELHO

O Buda da cor vermelha é o Buda Amitabha também conhecido como Amidismo - devido ser baseada na fé deste iluminado vermelho. A cor vermelha significa purificar o karma dos desejos, mas nem sempre ele é pintado dessa cor. No Budismo Tibetano, Amitabha é também o Buda da Medicina e tem meditações próprias, das quais é necessário receber a iniciação para fazer.

BUDA VERDE

O Buda verde se chama Amoghasiddhi - conquistador, todo poderoso. Ele não é Sidarta Gautama também, mas sua imagem é muito semelhante a dele, assim como os Budas da Medicina e Amitabha. Ele significa a sabedoria de boas ações de todos os outros Diani Budas, os Budas das cinco cores (Azul, Vermelho, Amarelo, Verde e Branco) e a compreensão.

BUDA AMARELO

Esse Buda não é Sidarta Gautama, é conhecido como Ratnasambhava - origens das joias (que são: o Dharma, a Sagha e o Buda). O Dharma são os ensinos, a sagha a comunidade e o Buda é o Mestre. Ele elimina o orgulho religioso, espiritual do conhecimento e humano. Fazendo com que a pessoa não se senta melhor que os outros por causa da espiritualidade ou religião, do conhecimento e das áreas dos seres humanos como trabalho, posição social etc.

 

BUDA BRANCO

Seu nome Vairocana. É dele que surgiu todos os outros Diani Budas, os Budas das cinco cores (Azul, Vermelho, Amarelo, Verde e Branco) e tem o significado de radiante ou aquele que é como o sol. Sua sabedoria é o reino da verdade, o reino do todo, do absoluto, a consciência pura.

 

O universo budista não possui início ou fim, e o Nivana seria o estágio ideal, porém esse não pode ser ensinado, apenas percebido. Além disso, há a crença no karma. Logo, todas as ações, boas ou más, terão consequências nas próximas reencarnações.

Com sua expansão pelo mundo, hoje existem templos budistas em diversos países, assim como muitos líderes budistas que procuram transmitir seus conceitos de vida para diferentes sociedades.

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