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CONHEÇA

AFRO-BRASILEIRAS

Publicado por Éter em 11 de Maio de 2020

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles estabeleceram novos costumes, novos hábitos e uma religião oficial, o catolicismo. Contudo, devido a chegada dos povos africanos, a variação de crença e doutrinas ficaram maiores. 

 

Os africanos trouxeram consigo seus costumes e rituais religiosos. E mesmo com a tentativa da Igreja Católica de obrigar os escravos a aderirem a doutrina cristã, muitos não abandonaram seus orixás, voduns, entre outras divindades oriundas da terra natal. Com a prática simultânea de diversas religiões, o surgimento de outras foi inevitável, levando tanto características africanas, quanto cristãs e indígenas. 

 

Cerca de 3,5 milhões de africanos chegaram ao Brasil como escravos. Entre eles, povos de etnias: iorubás, fons, maís, hauçás, éwés, axântis, congos, quimbundos, umbundos, macuas, lundas e diversos outros povos, cada um com sua própria religião.

 

As religiões africanas possuem influências de religiões vindas da Europa, como o catolicismo e o kardecismo, além de possuir característica próprias de acordo com cada região do país. 

 

A reunião de doutrinas diferentes é chamado de sincretismo, e foi isso o que aconteceu com o Brasil, dando origem as religiões afro-brasileiras. Podemos perceber com as semelhanças de vários santos católicos que equivalem a determinadas divindades de origem africana. Ademais, a presença dos deuses africanos em religiões distintas também é frequente.

Afro-brasileiras
Afro-brasileiras
Afro-brasileiras
Afro-brasileiras

Dentre as religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil, destacam-se:

 

CANDOMBLÉ

No Brasil, o candomblé se mistura com o catolicismo devido a proibição e a censura imposta pela Igreja Católica nos escravos de continuar com sua religião. Os negros usavam as imagens católicas como símbolos para continuarem a cultuar seus Orixás, Inquices e Vodus, nascendo assim, o sincretismo de ambas as religiões. Contudo, há muitas casas de candomblé que não aceitam o sincretismo e buscam retornar às origens africanas.

 

Sobre os Orixás:

 

  • Os Orixás são entidades que representam a energia e a força da natureza;                                 

  • Possuem personalidades, habilidades, preferências rituais e fenômenos naturais específicos, o que lhes conferem qualidades e forças distinta;                                                       

  • Os Orixás desempenham um papel fundamental no culto quando são incorporados pelos praticantes mais experientes;                                                                                                                 

  • Cada Orixá possui o seu dia, cor, objetos e alimentos específicos, adequados ao seu ritual;

 

O Candomblé ganhou contornos nítidos na Bahia, no século XVIII, e definiu-se durante o século XX. Como rituais, podemos listar as cantigas, danças, batidas de tambores, oferendas de vegetais, minerais, objetos e, às vezes, sacrifício de alguns animais.

 

As cerimônias são realizadas em casas, roças ou terreiros e são dirigidas pelo “pai ou mãe de santo” ou “babalorixá” e “iyalorixá”. A sucessão desses líderes espirituais é hereditária. Nessas ocasiões, há uma grande preocupação com a higiene e alimentação, pois a purificação deve estar digna dos orixás. 

 

Dentre os orixás, podemos destacar:

 

  • Oxalá: ocupa uma posição mais alta que os outros orixás, Seus filhos se vestem de branco, e seu dia é a sexta-feira. A ele podemos oferecer arroz doce e canjica. Avesso a qualquer tipo de violência, Oxalá aprecia a pureza e a ordem. Na festa do xirê (invocação aos orixás, para que desçam à Terra), Oxalá é o último a receber as homenagens, pois simboliza a totalidade, e todos os seres humanos são seus filhos.

 

  • Ogum: é um orixá guerreiro e conquistador, ligado à luta e ao trabalho. Ele ensinou aos homens a forja e metalurgia. Seu dia da semana é a terça-feira e suas oferendas são feijoada, vatapá e inhame com feijão preto. A cores de Ogum é o azul e seu dia da semana é a terça-feira. Dizem que Ogum é o dono de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com os quais ensinou o homem a dominar a natureza.

 

  • Iansã Coral: vermelho e rosa são as cores de Iansã. Representada como uma guerreira, seu símbolo é uma espada. Iansã está ligada às transformações, é a senhora dos raios, dos ventos e das tempestades. Frequentemente aparece associada à figura católica de Santa Bárbara. Na peça "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes, uma tragédia se abate sobre o humilde lavrador Zé-do-Burro, o personagem principal, quando faz uma promessa a Iansã e pretende pagá-la na Igreja de Santa Bárbara. Iansã é amante de Xangô e sua presença está ligada à paixão e aos sentimentos mais intensos.

 

  • Oxóssi: As cores de Oxóssi são azul-turquesa e verde e seu símbolo é o arco-e-flecha. Seu dia da semana é a quinta-feira. Oxóssi é um habilidoso caçador – senhor das florestas. Sua presença está associada à fartura, a todo movimento de expansão e à transmissão do conhecimento. Oxossi também é protetor dos animais e da natureza.

 

  • Exu: é um orixá polêmico e suas cores são o vermelho e o preto. Seu símbolo é um bastão com cabaças e seu dia é a segunda-feira. É o orixá da comunicação e do comportamento humano, senhor dos caminhos e dos encontros. Também é responsável pela ligação do mundo humano com o mundo espiritual. Exu já foi associado ao demônio, no catolicismo. Ele deve receber as oferendas em primeiro lugar. Seus filhos podem lhe oferecer farofa com dendê, feijão, inhame e cachaça.



 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

UMBANDA

Umbanda vem do vocabulário quimbundo, de Angola, e significa “arte de curar”. Suas crenças misturam elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo tendo Jesus Cristo como referência espiritual também. 

A realização das cerimônias da umbanda são em locais chamados de Casa, Terreiro ou Barracão, além de serem feitas diversas celebrações ao ar livre junto à natureza. Tais cerimônias são dirigidas pelo sacerdote, chamados de “pai” ou “mãe”, que comanda os ritos e a casa.

 

Nestes locais são realizados sessões de passe, prática que a entidade reorganiza o campo energético astral da pessoa, e sessões de descarrego, quando é captada toda a energia negativa da pessoa e transferida para os fundamentos do templo.

 

Para as cerimônias, o uso do branco é o mais comum, já que é uma cor neutra e agrada todos os guias e orixás. As cantigas para louvar os orixás estão sempre presentes nas cerimônias, acompanhadas por instrumentos de percussão, por isso é importante conhecer o ritmo de cada orixá/entidade.

 

A umbanda é uma religião politeísta, então não adora um único deus, mas várias personificações de elementos da natureza e de energia - orixás. Contudo, existe um conceito de Deus supremo, denominado “Olorum” ou “Oxalá”. 

 

A imortalidade da alma e as reencarnações também fazem parte da crença umbandista. Assim como a incorporação de entidades e guias espirituais durante as cerimônias. 

 

Dentre as entidades que se manifestam na Umbanda, as principais são:

  • Caboclos: são espíritos de índios que voltam ao mundo terreno para ajudar pessoas com problemas de saúde.                                                                                                                                                

  • Pretos velhos: são pessoas que foram trazidas da África para serem escravos no Brasil. Apesar de terem sofrido em vida, agora são espíritos ditos evoluídos que dão ótimos conselhos a quem os procuram.                                                                                                           

  • Baianos: pessoas que viveram na Bahia e que escolheram serem guias e ajudar a quem precisa. Trabalham com emprego, saúde, força moral.                                                                       

  • Marinheiros/Marujos: em algumas regiões essa linha não existe. Trabalham com limpeza psicológica, física, espiritual, que sabem o que fala, sempre falam a verdade. Estão sempre balançando por que vem do mar, tiveram uma vida sofrida, mas de muito aprendizado.                          

  • Erês: são os espíritos das crianças. Risonhos e adoram brincar. Consolam os aflitos, os pais e mães e, às vezes, cometem algumas travessuras.                                                                                   

  • Zé Pilintra: Nasceu em Pernambuco, foi para Recife e tinha quatro irmãos. Ficou órfão de pai e mãe e para sobreviver começou a realizar pequenos roubos e trapaças. Veio para o Rio de Janeiro onde continuou a frequentar o ambiente da malandragem e prostitutas. Cuida das mulheres viciadas, das maltratadas e das prostitutas esquecidas.                                         

  • Maria Padilha: em vida foi uma prostituta de luxo e cafetina. Sempre retratada como mulher sensual, bem-vestida e sedutora. Uma pomba gira que ajuda as mulheres em depressão, com seus problemas e as solitárias.

OUTRAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Dentre as religiões com influência principal das culturas "sudanesas", isto é, dos povos iorubás ("nagôs") e daomeanos ("jejês"), estão:

 

• Babaçuê (PA)

• Batuque (RS)

• Candomblé jeje (BA)

• Candomblé ketu (BA, RJ, SP)

• Tambor-de-mina (MA, PA)

• Xangô (PE)

Entre as religiões com influência dos povos bantos (quimbundos), estão:

• Cabula (ES)

• Candomblé bantu ou angola (BA, RJ, SP)

• Candomblé de caboclo (BA)

• Catimbó (PB, PE)

• Macumba (RJ, SP)

• Pajelança (AM, PA, MA)

• Toré (SE)

• Umbanda (RJ, SP e todo o Brasil)

• Xambá (AL, PB, PE)

Outras religiões afro-brasileiras:

• Culto aos egunguns (BA)

• Encantaria

• Jurema de terreiro

• Jurema sagrada

• Quimbanda

• Quiumbanda

• Omolokô

• Terecô

Adro-brasileiras

Pessoas vestidas como os Orixás

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JUDAÍSMO

BUDISMO

CATOLICISMO

PROTESTANTISMO

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